Mirassol atropela São Paulo e amplia crise tricolor com goleada por 3 a 0
O São Paulo vive um de seus momentos mais preocupantes na temporada. Em mais uma atuação sem brilho e sem reação, o Tricolor foi dominado e goleado por 3 a 0 pelo Mirassol, neste domingo, pela 29ª rodada do Brasileirão. O resultado aumenta ainda mais a pressão interna e escancara uma fase alarmante: são sete derrotas nas últimas oito partidas.
Gol relâmpago, Lei do Ex e pênaltis fatais
A derrota começou antes mesmo do São Paulo tocar na bola. Com apenas 35 segundos de jogo, Alesson aproveitou cochilo da defesa e abriu o placar. O Tricolor sentiu o golpe e não conseguiu reagir. Pouco depois, a famosa Lei do Ex entrou em ação: Reinaldo, ídolo por anos no Morumbi, ampliou de pênalti — e comemorou como se nunca tivesse vestido a camisa tricolor. No segundo tempo, foi a vez de Carlos Eduardo converter mais uma penalidade e decretar a goleada.
Estatísticas que revelam o problema: posse sem agressividade
Apesar dos 62% de posse de bola e de mais de 500 passes trocados, o São Paulo não conseguiu transformar domínio em perigo real. O Mirassol, com menos tempo com a bola nos pés, foi muito mais objetivo:
- Finalizações certas: 8 contra 5
- Mais intensidade e profundidade nas jogadas
- Aproveitamento máximo nas chegadas ao ataque
- São Paulo com zero grandes chances claras criadas
Ou seja: o Mirassol foi direto, vertical e eficiente — o São Paulo foi burocrático e previsível.
Situação na tabela e próximos compromissos
- O São Paulo estaciona com 38 pontos, ainda em 8º, mas com risco real de despencar até o fim da rodada.
- Na próxima partida, recebe o Bahia no MorumBis, em confronto direto por vaga na Libertadores.
- O Mirassol mantém sua campanha impressionante e ocupa o 4º lugar, com 52 pontos, firme na briga por vaga direta na fase de grupos da competição continental. Agora encara o lanterna Sport, em Recife.
Como os times entraram em campo
O Mirassol foi escalado com Walter no gol, uma linha defensiva formada por Daniel Borges, João Victor, Jemmes e Reinaldo, que além de marcar deixou o dele de pênalti. No meio, Neto Moura, Danielzinho e Guilherme Marques deram sustentação para o trio ofensivo composto por Carlos Eduardo, Alesson e Cristian, todos participativos e intensos. O técnico Rafael Guanaes leu bem o jogo e soube explorar os espaços deixados pelo adversário.
Já o São Paulo, de Hernán Crespo, entrou com Rafael no gol, uma zaga de três com Ferraresi, Arboleda e Alan Franco, alas Maik e Enzo Díaz, e um meio congestionado com Bobadilla, Marcos Antônio e Pablo Maia, deixando Lucas Moura e Tapia mais avançados. As mudanças no segundo tempo com Luciano e Rigoni não surtiram efeito, e a equipe seguiu apática.
Arbitragem e disciplina
O árbitro Matheus Delgado Candançan conduziu a partida sem grandes controvérsias, marcando corretamente os pênaltis para o Mirassol. No total, foram seis cartões amarelos, divididos igualmente entre as equipes. Apesar da goleada, não houve expulsões ou confusões maiores.
Cenário do jogo
A partida aconteceu no Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol. A renda e público não foram divulgados, mas a atmosfera foi totalmente favorável ao time da casa, que empurrou o São Paulo para uma de suas atuações mais preocupantes do campeonato.
