Mirassol atropela São Paulo e amplia crise tricolor com goleada por 3 a 0 O São Paulo vive um de seus momentos mais preocupantes na temporada. Em mais uma atuação sem brilho e sem reação , o Tricolor foi dominado e goleado por 3 a 0 pelo Mirassol , neste domingo, pela 29ª rodada do Brasileirão . O resultado aumenta ainda mais a pressão interna e escancara uma fase alarmante: são sete derrotas nas últimas oito partidas . Gol relâmpago, Lei do Ex e pênaltis fatais A derrota começou antes mesmo do São Paulo tocar na bola. Com apenas 35 segundos de jogo , Alesson aproveitou cochilo da defesa e abriu o placar. O Tricolor sentiu o golpe e não conseguiu reagir. Pouco depois, a famosa Lei do Ex entrou em ação: Reinaldo , ídolo por anos no Morumbi, ampliou de pênalti — e comemorou como se nunca tivesse vestido a camisa tricolor. No segundo tempo, foi a vez de Carlos Eduardo converter mais uma penalidade e decretar a goleada. Estatísticas que revelam o problema: posse sem agressividade A...
Opinião - Vila Belmiro: pequena, atrasada e presa ao passado!
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Julio dos santos
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Até quando o Santos vai continuar preso ao passado?
O Santos não é só de Santos. O clube é maior que a cidade, maior até que São Paulo em muitos aspectos. Mas chega-se à cidade e não há nenhuma referência ao clube mais famoso do mundo: nenhuma placa, nenhuma indicação de que ali fica a Vila Belmiro. O Santos simplesmente está esquecido no próprio lar.
E isso não é apenas questão de orgulho ou turismo. É financeiro, estrutural e estratégico.
Números que escancaram a realidade
Jogos na Vila Belmiro em 2025: cerca de 15 partidas renderam R$ 5,8 milhões líquidos.
Média de R$ 386 mil por jogo.
Público médio: pouco mais de 13 mil torcedores (capacidade atual: 15 mil).
Jogos fora da Vila com mando santista:
Santos x Vasco (Morumbi) → R$ 4.344.635,00 (renda bruta)
Público: 54.474 torcedores
Lucro: R$ 1.954.758,62
Santos x Juventude (Morumbi) → R$ 2.853.811,25 (renda bruta)
Público: 37.485 torcedores
Lucro: R$ 1.059.055,01
Venda de três mandos para empresa: contrato garantiu R$ 8 milhões brutos.
Cada jogo vendido rendeu R$ 2,67 milhões.
Total de R$ 8 milhões brutos, com lucro líquido de R$ 3 milhões.
➡️ Somando só esses compromissos fora da Vila, o Santos já garantiu R$ 6.953.811,25 líquidos — praticamente o mesmo que a temporada inteira na Vila Belmiro.
Vila Belmiro: museu ou gargalo?
O jornalista Fábio Sormani ironiza chamando de “Belmirolândia” a fixação no estádio. E faz sentido. A Vila virou um espaço histórico, mas pequeno demais para o futuro do clube:
Capacidade atual: 15 mil, dificilmente supera 13 mil torcedores.
O problema não é só a capacidade. A maior parte da torcida do Santos não está em Santos, mas espalhada por São Paulo e outras regiões. O torcedor precisa viajar para ver o time jogar “em casa”, tornando a presença no estádio limitada e insuficiente para gerar receita consistente.
E não é só questão de tamanho. Até pouco tempo atrás, a Vila não era nem lavada por fora. O torcedor que conhecia o estádio sabia: chegava para acompanhar o jogo e encontrava tudo sujo, descuidado. Foi preciso que Neymar chegasse com o pai dele para que se fizesse o básico: renovar a pintura, arrumar alguns espaços, organizar minimamente a estrutura. Pequenas ações que antes nem eram realizadas.
Hoje, a Vila Belmiro é um museu a céu aberto, histórica, pequena, cheia de tradição e memória e deve ser tratada como tal. Ela não é mais um estádio competitivo para o futebol moderno.
Contexto político e desafios de modernização
A cidade de Santos nunca demonstrou interesse real em alavancar o clube. O clube segue dependente da receita extraordinária da venda de jogadores. Sem bilheteria significativa, a Vila Belmiro não sustenta o Santos, e há boatos de que Marcelo Teixeira coloca dinheiro do próprio bolso.
Quanto à famosa “nova arena” ou projeto de reforma da Vila, sabemos o que está acontecendo: há anos são assinados memorandos, promessas, planos, mas nada sai do papel. Ninguém derruba um tijolo da Vila Belmiro — pelo contrário, algumas áreas do estádio têm passado por modernizações. Mas o projeto de um estádio maior, funcional e pronto para o futuro ainda não saiu do papel, e o torcedor já entende: não importa onde, faça um estádio melhor, maior e funcional, que seja realmente do Santos.
Enquanto São Paulo, Corinthians e Palmeiras se modernizam, o Santos segue na Belmirolândia. O clube é do mundo, mas preso a um estádio que é mais museu do que arena, com capacidade limitada, pouca bilheteria e infraestrutura defasada.
A Vila Belmiro tem história, memória, charme e deveria ser preservada como patrimônio nacional. Mas não pode mais atrasar o Santos. O clube precisa de um estádio moderno, estratégico, capaz de gerar receita e competir de igual para igual com os grandes.
A pergunta que fica é direta:
👉 Até quando o Santos vai continuar preso ao passado, enquanto seu tamanho e potencial pedem um futuro totalmente novo?