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| Imagem: palmeiras |
O Palmeiras vive um momento curioso na temporada. Apesar de estar bem posicionado no Campeonato Brasileiro ocupando a 3ª colocação com 33 pontos em 16 jogos, sendo 10 vitórias, 3 empates e 3 derrotas , o time vem enfrentando uma sequência de críticas pesadas, principalmente após a eliminação para o maior rival, o Corinthians, na Copa do Brasil.
A queda no torneio mata-mata foi particularmente dolorosa. O Verdão perdeu os dois jogos do clássico: 1 a 0 fora de casa, e depois, em pleno Allianz Parque, levou 2 a 0, sendo eliminado com um agregado de 3 a 0. Pior: o jogo decisivo foi marcado por uma expulsão precoce de Aníbal Moreno aos 12 minutos, o que condicionou totalmente a partida. Para muitos torcedores, foi um vexame histórico. Para o clube, além do impacto esportivo, houve prejuízo financeiro, já que a eliminação impediu o recebimento de mais de R$ 4 milhões em premiação. A eliminação mexeu com o emocional do elenco e, principalmente, com os bastidores do clube.
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| Imagem: palmeiras |
Enquanto isso, na Libertadores, o Palmeiras cumpriu bem o papel e se classificou em primeiro lugar no seu grupo, o que dá ao time a vantagem de decidir os confrontos eliminatórios em casa. No Mundial de Clubes, também deu conta do recado: classificou-se na liderança do grupo A com 5 pontos (uma vitória e dois empates), superando o Inter Miami no saldo de gols.
Mas o que tem chamado muita atenção nos últimos dias é a pressão que Leila Pereira vem sofrendo, tanto da oposição quanto de conselheiros da situação, por não cobrar publicamente o técnico Abel Ferreira. A crítica principal é que o treinador tem carta branca demais, e que boa parte do rendimento abaixo do esperado nesta temporada passa pelas escolhas dele. Apesar disso, Leila afirmou recentemente que quer renovar com Abel até 2027 e que “só falta assinar”, reafirmando total confiança no português. Só que dentro do clube, esse clima de estabilidade já não é unanimidade. Muitos conselheiros, inclusive aliados da presidente, exigem uma cobrança mais firme e rápida.
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| Imagem: palmeiras |
Outro ponto que agrava o momento é o desempenho decepcionante de Vitor Roque. A contratação mais cara da história do futebol brasileiro custando cerca de 25,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 154 milhões), pagos ao Barcelona, mais bônus por metas ainda não justificou o investimento. Até o momento, Vitor Roque tem apenas 3 gols marcados em 15 jogos do Brasileirão, nenhum assistência e pouco impacto nas partidas. Foram cerca de 814 minutos em campo e um aproveitamento ofensivo bem abaixo do esperado, com xG (gols esperados) acima dos gols marcados, o que mostra que ele está desperdiçando oportunidades claras.
É claro que se trata de um jovem talento e ainda há margem para evolução. Mas o torcedor não perdoa o investimento gigantesco e a falta de protagonismo. Enquanto isso, nomes como Estêvão e López seguem carregando o ataque alviverde. Eles, sim, estão entre os artilheiros do clube no ano e com atuações mais convincentes.
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| Imagem: palmeiras |
O Palmeiras segue competitivo, com chances reais de título no Brasileiro e na Libertadores, mas o alerta está aceso. O clube vive um ano de reformulação, com mudanças no elenco e novas apostas, mas a paciência do torcedor e de parte da diretoria —já começa a se esgotar. O desempenho nas próximas semanas será determinante para saber se esse momento é só uma turbulência passageira ou o início de uma crise maior.